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BR-262

Perícia aponta freios desgastados e velocidade alta em ônibus que tombou na BR-262

Veículo que voltava de excursão saiu da pista na Curva da Ferradura, em Ibatiba; três pessoas morreram e 45 ficaram feridas.

Da Redação

Redação O Trunfo

Publicado em 20 de outubro de 2026, às 13h55 Atualizado em 22 de outubro de 2026, às 21h18 Atualizado há 15 dias

Trecho da BR-262 (imagem ilustrativa) · Agência CNT de Notícias/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Polícia Científica concluiu que o ônibus de excursão que tombou na BR-262, em Ibatiba, no Sul do Espírito Santo, rodava com as lonas de freio de um dos eixos completamente desgastadas e em velocidade incompatível com o trecho. O acidente, registrado no dia 27 de setembro no km 151 da rodovia, na chamada Curva da Ferradura, deixou três mortos e 45 feridos entre as 48 pessoas que estavam a bordo.

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Segundo o perito Temístocles Macedo, chefe do Departamento de Engenharia Forense da Polícia Científica, o desgaste fez o veículo perder boa parte da capacidade de frenagem, embora não tenha ficado totalmente sem freios. Para ele, o estado das peças indica que o problema já existia antes de o ônibus pegar a estrada. "Ele não deveria nem ter saído da garagem nessas condições", afirmou.

O grupo voltava de uma excursão que saiu de Itaoca, em Itapemirim, com destino a Belo Horizonte. Morreram o motorista Douglas Rodrigues de Souza Oliveira, de 38 anos, morador de Contagem (MG), e as passageiras Vera Lúcia de Andrade, de 44 anos, e Maria Aparecida Martins Barbosa, de 54, ambas de Belo Horizonte.

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Os exames de engenharia no veículo duraram cerca de cinco horas e apontaram, além da falha mecânica, problemas de manutenção e de controle na liberação do coletivo. "O problema principal é a negligência em relação à manutenção do veículo", resumiu o perito. O laudo final ainda está em fase de conclusão.

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a licença de viagem do ônibus estava aberta apenas para o trecho entre Santa Bárbara (MG) e São Paulo (SP), o que tornava irregular a operação no percurso capixaba. A empresa registrada como dona do veículo, a GOJ Transporte e Turismo, alegou que o ônibus havia sido vendido antes do acidente, mas que a transferência não chegou a ser formalizada.

A Polícia Civil instaurou inquérito e investiga o caso como homicídio culposo e lesão corporal culposa, quando não há intenção de matar ou ferir. Representantes da empresa ainda não haviam sido ouvidos até a publicação desta matéria.

Fonte: A Gazeta

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